Sara Antunes Oliveira (SIC) - eu sempre gostei muito de matemática...
Entrevista com...
Publicado a 28 de Fevereiro de 2013

Entrevista com Sara Antunes Oliveira - Jornalista da SIC

 



Sara Antunes Oliveira , jornalista da SIC é a convidada de março do clube spm. Nasceu no norte do país, na bonita cidade de Matosinhos (Leça da Palmeira), de onde muito cedo imaginou e traçou as linhas da sua vida profissional. Como jornalista acompanha o modus operandi do nosso país e do mundo, embora  seja especialista em áreas tipificadas com o domínio da justiça. O julgamento do caso Carlos Castro em Nova Iorque é disso exemplo. Outros momentos marcaram a sua vida profissional, como são o caso dos incêndios da Madeira ou, mesmo quando testemunhou o casamento do príncipe William e de Kate Middleton, em Londres. 

Uma entrevista com uma grande reportagem pela infância, televisão, matemática, Universidade do Minho e, claro a SIC. Faça-se justiça, hoje a grande notícia do clube spm chama-se Sara Antunes Oliveira e vai em direto até si com a seguinte fatorização:


Uma reportagem pela sua infância...
Nasci numa família em que o amor e o cuidado pelo outro são as coisas mais importantes. Fui uma criança muito feliz e sortuda por poder brincar na rua, esmurrar os joelhos, ser uma maria rapaz e dar enormes dores de cabeça aos meus pais, porque engolia berlindes, enfiava feijões no nariz ou cortava o cabelo sem querer. Sim, fiz isto tudo! A nossa casa estava sempre cheia de gente, amigos, gargalhadas e histórias engraçadas. Quando penso na minha infância, lembro-me sempre de risos, das camisolas de lã que a minha mãe nos fazia e do Firmino: o fantoche que o meu pai usava para nos contar histórias. Todas as terças-feiras, a noite era minha e da minha irmã. Histórias, jogos, cócegas e caos na sala.


Que notícias guarda com 10 anos da escola... 
Lembro-me muito bem da manhã em que cheguei à escola primária da Amorosa, em Leça da Palmeira, e disse a um colega, ainda na porta da entrada: “Sabes que estamos em guerra?” Tinha rebentado a guerra do Golfo e em casa tínhamos estado a ver as horas e horas de directo do José Rodrigues dos Santos, ainda tão novinho.
Talvez não fosse coisa a que uma criança de 10 anos prestava muita atenção, mas eu sempre gostei de notícias e a hora do Telejornal era preciosa lá em casa.

A matemática na escola via-a em que canal?
Em todos! Ao contrário da minha irmã, que sofreu a escola toda, eu sempre gostei muito de matemática. Gosto de números e equações e embora tenha seguido a área das letras, a matemática atravessa-se sempre no caminho.

Um momento que a matemática na escola tenha sido primeira página...
Há professores que nos marcam para sempre. Um desses professores, para mim, chama-se Cristina Justo. Foi minha professora de matemática no 8º ano e de Métodos Quantitativos no 10º, na Escola Secundária João Gonçalves Zarco, em Matosinhos. Ensinou-me a ter disciplina no raciocínio, a levar o trabalho a sério e a ser rigorosa. E isso não valeu só para os testes, ficou para a vida toda.

É licenciada em jornalismo pela Universidade do Minho. Foi uma base para a sua área profissional com que expoente?
A Universidade do Minho permitiu-me ter contacto com professores brilhantes, aprender a trabalhar em equipa, a processar informação, a escrever. Além disso, foi através da UMinho que fui estagiar na SIC, sítio onde acabei por ficar a trabalhar.

Desde quando fazer televisão deixou de ser incógnita para ser a melhor das soluções?
Precisamente durante o estágio. Nunca tinha pensado na possibilidade de trabalhar em televisão. Sempre gostei de escrever e estava convencida que o futuro passaria pelos jornais. Escolhi estagiar na SIC porque a Universidade mo permitia e acabei por gostar muito desta coisa de contar histórias com imagens.

Tem-se a ideia que o jornalista é como o professor de matemática. Tem uma energia infinita e está sempre a trabalhar...
Não sei se a energia é infinita, mas o jornalista nunca está de folga. As notícias não param, não dormem, não fecham para fim de semana. Não me posso dar ao luxo de estar completamente ausente, mesmo durante as férias. Senão arrisco voltar ao trabalho e não saber do que se passa.
Além disso, os jornalistas “alimentam-se” de informação – somos quase “viciados” em saber o que se passa, como se passa e com quem.

A Sara tem feito grandes reportagens na SIC. Como as prepara?
Em primeiro lugar tento sempre estar preparada para todos os temas – o conhecimento é a maior arma de um jornalista. Quando as reportagens surgem em última hora, só a “bagagem” que temos de alguns assuntos nos ajuda a reagir rapidamente. Como num directo em que há pouca informação.Quando a reportagem é programada, gosto de ter tempo para pesquisar, escolher informação, sintetizar o mais importante e sair para o terreno já com uma ideia do que vou encontrar. Ao escrever uma peça, seja sobre que assunto for, tenho sempre em mente a diversidade de telespectadores que me vão ouvir. Costumo dizer que escrevo para a minha avó, de forma a que ela, mais velha, com pouca escolaridade e de uma pequena aldeia, conseguisse perceber tudo o que digo. É esse o desafio de um jornalista: levar a informação de forma clara a toda a população.

Qual(is) a(s) reportagem(ns) que a tenham marcado mais profissionalmente?
A SIC tem-me dado oportunidade de fazer trabalhos muito diversos. A minha especialidade é a área da justiça e o trabalho com maior impacto mediático talvez tenha sido o julgamento do caso Carlos Castro, em Nova Iorque. Foi um desafio porque me obrigou a estudar e quase a traduzir uma realidade completamente diferente da nossa, no que às leis diz respeito. Marcaram-me muito os incêndios na Madeira, no Verão passado, pela intensidade do trabalho, mas também pelas pessoas fantásticas que conheci. Um bocadinho fora desta linha, gostei muito de fazer a reportagem do casamento do Príncipe William e de Kate Middleton, em Londres.

A matemática e a língua inglesa são as linguagens mais faladas em todo o mundo.  Como e onde aprendeu inglês?
Aprendi inglês na escola preparatória, embora já tivesse algumas noções. A minha irmã (mais velha 5 anos) gostava de me dar aulas em casa, ainda eu estava na escola primária.

Ser uma jornalista da SIC é… 

um sonho feito realidade.

A SIC e a SIC Notícias são… 

o melhor sítio para trabalhar e têm a melhor informação do país.