Entrevista clube spm a João Seabra - Humorista
Clube de Matemática SPM
Publicado a 01 de Setembro de 2017

João Seabra - Entrevistado clube spm de julho de 2017...

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João Seabra, 46 anos, é o convidado do clube spm do mês de setembro de 2017. Nasceu na cidade invicta e teve uma infância alegre e feliz, percebendo cedo que o seu futuro profissional passaria pela comédia. Antes porém derivou, frequentou o curso de Matemática e Ciências de Computação na Universidade do Minho. A comédia levou a melhor em relação à matemática e aos computadores de uma forma integral. João Seabra é um dos melhores comediantes em Portugal, nesta entrevista leva-nos aos melhores lugares geométricos da sua vida. Esta entrevista é como uma porta para que o João se abra...


  

Nasceu no Porto. A sua infância foi de/a rir porque...
tive a sorte de ter uma família feliz e uma infância boa e com muitos amigos.
 
Em criança fazia muitas piadas na aula de matemática ou na escola?
Fazia em todas as aulas, de matemática, português, geografia, gostava de fazer os meus colegas rir, era uma forma de me integrar.
 
Gostava de matemática?
Sim e não. Gostava por ser lógico e da resposta aos problemas ser apenas uma. Não dependia da interpretação do professor. Mas por ser lógico e de sentido único, também me afastava, pois não me deixava espaço à imaginação e criatividade.
 
Estudou na Universidade do Minho o curso de Matemática e Ciências de Computação na década de 90. Como correu o curso?
Entrei no curso mais atraído pela parte da computação, os 2 primeiros anos correram bem, mas depois outros universos se abriram (tunas, mundo do espectáculo, associação académica) e comecei afastar-me do curso.
 
Ajudou a fundar a Tuna de Ciências da Universidade do Minho mas como não sabia tocar puseram-no a... 
primeiro a tocar pandeireta (não havia ferrinhos) e a apresentar as músicas, onde ia inventando larachas para por o pessoal a rir.
 
Até uma certa altura a informática foi a sua atividade principal mas fez “delete”. Qual foi o “imput” para o humor?
Sempre tive o cérebro formatado para o humor, quando surgiu a oportunidade no 1º festival de stand Up Comedy em Braga, agarrei-a e não voltei para trás.
 
Faz parte de uma nova geração de humoristas em Portugal. Como está a correr a tarefa de fazer rir os portugueses?
Já lá vão 14 anos como profissional e posso dizer com orgulho que consigo viver a fazer aquilo que gosto, as pessoas continuam a chamar-me para espectáculos é porque também gostam.
 
Entre 2003 e 2006 participa no programa levanta-te e ri. Como foi a experiência? 
Foi excelente, passar logo para a televisão e em directo, foi um grande desafio. Quase todos estávamos a começar e houve muito experimentalismo e camaradagem. 

 
 

Os humoristas Hugo Sousa e Miguel Sete Estacas são...

dois grandes amigos que ganhei no mundo da comédia, passaram depois a compadres, sócios e irmãos.

Em 2016 apresenta-nos um número de ventriloquismo com o  macaco Sidónio no programa Got Talent. Como foi esta estreia?

Foi um enorme sucesso porque consegui apresentar uma faceta que as pessoas não conheciam, ao criar surpresa e ao apresentar uma arte que em Portugal está em declínio consegui atingir outros públicos, principalmente as crianças.
 
Participou no TEDx em Guimarães. Durante muitos anos, iniciava os seus espetáculos por “Eu vim de Braga...”
A resolução deste problema foi, continuar a dizê-lo, mas de outra forma “ Eu costumo dizer que eu vim de Braga, mas como estou em Guimarães é melhor não dizê-lo“ acabava por dizê-lo na mesma.
 
A matemática não se casa porque tem muitos problemas. É uma boa piada?
É mas já vi melhores ☺. A matemática é magrinha porque só come comida integral ☺ é um bom género de humor, entre a piada seca e o trocadilho, usa-se bem no meio de um público generalista e familiar. 

 
  


O matemático Alfred Rényi disse um dia que "quando estou infeliz trabalho matemática para ficar feliz. Quando estou feliz, trabalho matemática para me manter feliz". O que o faz feliz?
Fazer rir os outros, há qualquer coisa no sorriso e na gargalhada dos outros que quando provocados por mim me dá um prazer imenso.


              Por Carlos Marinho